quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Doidas e Santas



“Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa”.
São versos de Adélia Prado, retirados do poema A Serenata. Narra a inquietude de uma mulher que imagina que mais cedo ou mais tarde um homem virá arrebatá-la, logo ela que está envelhecendo e está tomada pela indecisão - não sabe como receber  um novo amor não dispondo mais de juventude. E encerra:  “De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?”
Adélia é uma poeta danada de boa. E perspicaz. Como pode uma mulher  buscar  uma  definição exata para si mesma, estando em plena meia-idade, depois de já ter trilhado uma longa estrada onde encontrou alegrias e desilusões,  e  tendo  ainda  mais  estrada  pela frente?  Se ela tiver coragem de passar por mais alegrias e desilusões - e a gente sabe como as desilusões devastam - terá que ser meio doida. Se preferir  se abster de emoções fortes e  apaziguar  seu  coração, então a santidade é a opção. Eu nem preciso dizer o que penso sobre isso, preciso?
Mas vamos lá. Pra começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa.. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe??? Nem ela, caríssimos, nem ela.
Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu  tanto  azar  em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores  que  passou  a  se  contentar  com  dias  medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.
Santa mesmo, só Nossa Senhora, mas cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do).
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar 'the big one', aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar  uma vida, não é mesmo? Mas, além disso,temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca,   pensaremos  em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado  pelo  Johnny  Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada,dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante.Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a  idade  que   tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseja mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.'

Matha Medeiros


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Você Sempre Pega o Espirito da Coisa??

                                                                                   


Geralmente o espírito da coisa é algo que fica subentendido, só as almas atentas conseguem captá-lo. A verdade é que, em um mundo cada vez mais pragmático, é difícil pegar o espírito da coisa, seja que coisa for esta.
O que dizer então do espírito do Natal? Antes ele entrava no ar assim que dezembro iniciava. O espírito deste mês, para quem foi criança em outros tempos, era de pura magia. O Natal, que demorava tanto para chegar, estava batendo à porta. “Quantos dias faltam, mãe?” “Agora falta pouco, querida.” “Quanto?” “Uns 20 dias.” “Tudo isso?!!”
Mas a gente sabia que era pouco se comparado à longa espera de um ano inteiro. Em maio, junho, julho, o Natal ainda estava a perder de vista. Natal era o arremate do calendário, era a compensação por tanto estudo e provas na escola, era o prêmio por termos nos comportado bem, era a hora de colocar uma roupa bonita e ter algum desejo atendido, era hora de comer umas delícias diferentes, de rezar, de acreditar em todos os sonhos. O céu ficava mais azul, as estrelas se multiplicavam e nunca, nunca chovia em dezembro. Então finalmente chegava o dia 24. A empregada era liberada logo depois do almoço, o pai voltava mais cedo pra casa e nenhum moleque reclamava de ir pro chuveiro, até gostava. Já de banho tomado, era hora de esperá-lo. Ele. O verdadeiro deus de toda criança, Papai Noel.
Hoje mal entra dezembro — e com ele, trovoadas — e os shoppings lotam, o trânsito entope, os filhos pedem coisas caríssimas e ganham antes mesmo da noite feliz. Comprar, comprar, comprar. Você, meio sem grana, faz o que pode. Os outros, meio sem nada, você faz que não vê. Mas eles estão entre nós: crianças pedindo um lápis de presente, pedindo colchão de presente, sonhando com o primeiro iogurte de suas vidas. E a gente voando de um lado para o outro, sem tempo pra eles.
Isso tudo foi até ontem, quando dezembro acabou. Ao menos este dezembro insensato, ansioso, consumista, ateu, que dura 24 dias febris, onde todos correm, todos estão atrasados, todos têm compromissos inadiáveis. Uma amiga me escreveu no auge do estresse: “Pensar que o próximo será só daqui a um ano é a melhor parte da história”.
Antes de começar a contagem regressiva para o próximo, temos hoje. Temos este hiato, o dia 25. Um feriado, um domingo, uma trégua. As lojas estão todas, todinhas, fechadas. Sobrou alguma coisa da ceia para beliscar na geladeira. Você vai sentir sede de suco natural, de água gelada. Vai colocar música pra tocar, vai vestir uma camiseta limpa. Você não tem nada pra fazer, nenhum motivo pra tirar o carro da garagem, nenhuma razão para procurar vaga para estacionar. Hoje você vai andar a pé, no máximo de bicicleta. Vai falar mais pausadamente. Não vai ligar a TV, prometa. Nem sei por que abriu o jornal. Hoje é dia de caminhar devagar, de chinelo ou pés descalços. Dia de olhar bem fundo nos olhos do porteiro que está trabalhando, do motorista de ônibus que está trabalhando, e desejar a eles um feliz Natal pra valer. Com sentimento. Um sentimento que não seja medo nem angústia.
Paz.

É hoje o dia que nos restou pra isso. Um dia para sairmos de casa apenas para ir até alguém que nada possui e ofertar um pedaço de bolo, uma barra de chocolate, um travesseiro, um sabonete, uma bola, qualquer coisa que signifique uma verdadeira extravagância diante de tanta miséria. Terminou a histeria coletiva, terminou a festa, terminou a semana. É hoje, antes que tudo reinicie, que você poderá encontrar o verdadeiro espírito da coisa. Não deixe que ele escape. 
       
             #  Martha Medeiros

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

é Deus que embrulha pra presente e envia..

Tem gente que entra na nossa vida de forma providencial e se encaixa naquela história que gosto de imaginar: surpresas que Deus embrulha pra presente e nos envia no anonimato.
Surpresas que só sabemos de onde vêm porque chegam com o cheiro dele no papel."

(Ana Jácomo)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Afinal o que faz você FELIZ ????

O que faz você feliz?
A lua, a praia, o mar
Uma rua, passear
Um doce, uma dança
Um beijo ou goiabada com queijo?

Afinal, o que faz você feliz?

Chocolate, paixão
Dormir cedo, acordar tarde
Arroz com feijão, matar a saudade
O aumento, a casa, o carro que você sempre quis
Ou são os sonhos que te fazem feliz?
Dormir na rede, matar a sede
Ler ou viver um romance

O que faz você feliz?

Um lápis, uma letra, uma conversa boa
Um cafuné, café com leite, rir a toa
Um pássaro, um parque, um chafariz
Ou será o choro que te faz feliz?
A pausa para pensar
Sentir o vento
Esquecer o tempo
O céu
O sol
Um som
A pessoa ou o lugar

Agora me diz o que faz você feliz?

O que faz você feliz?
Aquela comida caseira,
Arroz com feijão
Brincar a tarde inteira
O molho do macarrão
Ou é o cheiro da cebola fritando que faz você feliz?
O papo com a vizinha,
O bife,A batatinha
A goiabada com queijo
Um doce
Ou um desejo

Afinal o que faz você feliz?

O que faz você feliz?
Ficar de bobeira
Assaltar a geladeira
Comer frango com a mão
Tomar água na garrafa
Passar azeite no pão
Ou é namorar a noite inteira que faz você feliz?
Rir e brindar a toa
Um filme,
Uma conversa boa
Fazer um dia normal virar uma noite especial

Afinal, o que faz você feliz?

O que faz você feliz?
Comer morango com a mão
Por açúcar no abacate
Brincar com melão, goiaba, romã, jabuticaba
Ou é o gostinho de infância que faz você feliz?
Cuspir sementes de melancia
Falar besteira,
Ficar sem fazer nada
Plantar bananeira,
Ou comer banana amassada?

Afinal, o que faz você feliz?

#Arnaldo Antunes.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

"A vida te dá uma rasteira.
Você cai, tropeça, o sonho borra a maquiagem, o coração se espalha.
Voce sente dor, perde o rumo, perde o senso e promete: Paixão nunca mais.
Você sente que nunca irá amar alguém de novo, que amor é conversa de botequim, ilusão de sentido, que só funciona direito pra fazer música, poesia e roteiro de cinema.
E voce inventa.
Um amor pra distrair.
Um amor pra ins-pirar, um amor pra trans-pirar.
Uma paixão aqui, um quase-amor ali.
Ainda bem que existem os amigos, para amar, abraçar, sorrir, cantar, escrever em recibos e tirar fotos bonitas.
E a vida segue.
Sua imaginação te preenche, e seus amigos te dão colo, Vodka e dias incriveis!!!"
(Fernanda Mello)
"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar"


terça-feira, 5 de outubro de 2010

"Tenho aprendido com o tempo que a felicidade vibra na frequência das coisas mais simples. Que o que amacia a vida acende o riso , convida a alma pra brincar. São essas imensas coisas pequeninas bordadas com fios de luz no tecido áspero do cotidiano "
#Ana Jácomo

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

“Ela queria o prazer do extraordinário que era tão simples de encontrar nas coisas comuns: não era necessário que a coisa fosse extraordinária para que nela se sentisse o extraordinário."


hoje eu queria ser simples
não pensar demais
só te amar te dar
um beijo bom
e seguir
sem muito palavrismo
sem muito olho
incabível de tão
tão
sincero
sem mágoa
sem pesadelo
dando o que não recebeu
avistando
o que não percebeu
um amor mesmo
sem machucar
como machucaram
sem ofender
como ofenderam
só conseguir ser
um ser sendo assim
até que um fim
sim
um certo fim
chegasse
e a sua capacidade de não confundir
acabasse
e você
voltando
voltasse
a confundir
os sentimentos
os pensamentos
e aí você vai se punir de novo
você vai jogar aquele velho você jogo
de quebrar
de quebrar
de quebrar.


porque que a g-e-nte é assim?
 
#Ana Canãs

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Feliz Dia da Secretária a Todas!


"A
Secretária exerce a eficiência.
Ela tem consigo dados
confidenciais.
Usando confiança, ordem e paciência,
A
Secretária faz um trabalho eficaz!
Entre
funções importantes,
As das Secretárias são
especiais.
Seus planejamentos são relevantes,
Pois descuidos
se fazem prejudiciais.
A Secretária faz de tudo:
Atende
telefonemas constantes,
O público e o chefe com prontidão.
Entre afazeres, o serviço segue avante.
No fim do dia,
confirma a sua exatidão...
A Secretária possui
personalidade.
Nota-se, em suas iniciativas, a firmeza.
Em ambiente
descontraído e de estabilidade,
A Secretária faz o
serviço fluir com presteza!
"Pela Secretária
manter boa aparência pessoal,
as Empresas deveriam fazer um
pagamento especial!"
Autor: Manuel de Almeida (Manal)"

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós."




terça-feira, 21 de setembro de 2010




Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos..

Menos...




Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo. Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou... Não digo: "estou indo", não digo: "daqui a pouco", nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero.
#Fernanda Mello.


Tenho dias lindos , mesmo quietinhos....

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 14 de setembro de 2010

E eu sou assim! Só consigo ser igual a mim!





Ser sensível nesse mundo requer muita coragem.
Muita. Todo dia.
Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos,
de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração
e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade.
Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local,
de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta.
Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada.
Esse amor tão vívido em terra em que a maioria
parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza.
Esse cuidado espontâneo com os outros.
Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada.
Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido. ...... Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.
Essa saudade, que faz a alma marejar,
de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe, é claro que existe.
Essa possibilidade de se experimentar a dor, quando a dor chega,
com a mesma verdade com que se experimenta a alegria.
Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso
que também mora na sutileza.
Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí,
porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando,
não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo.
Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida.
Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer,
mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim.
#Ana Jácomo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010



Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do

talvez, é a desilusão de um "quase". É o quase que me
incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo
que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda
estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não
amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos
dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias
que nunca sairão do papel por essa maldita mania de
viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma
vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A
resposta eu sei de cor, está estampada na distância e
frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na
indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra
covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a
alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados e
o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as
estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não
podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém,
preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é
desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros
amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um
coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é
romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina
acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais
horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu!!!
#Luiz Fernando Veríssimo

quarta-feira, 1 de setembro de 2010




Desejo que o seu melhor sorriso

esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho.
Que cada um deles crie mais espaço em você.
Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói.
Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba
amacie um bocadinho as durezas do mundo !

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Tempo....

Eu acredito. Acredito no tempo . O tempo é nosso amigo, nosso aliado , não o inimigo que trás as rugas e a morte. O tempo é que mostra o que realmente valeu a pena, o tempo nos ensina e esperar , o tempo apaga o efémero e acaba com a duvida .
C.F.A

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas

e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
A vida é agora, vê se não demora.
Pra recomeçar é só ter vontade de felicidade pra pular
Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
* Chimarruts*

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Para Descontrair ....





Amiga: 
  
Conforme minha promessa, estou enviando um e-mail contando as novidades da minha primeira semana depois de ser transferida pela firma para o Rio de Janeiro.
Terminei hoje de arrumar as coisas no meu novo apartamento. Ficou uma gracinha, mas estou exausta. São dez da noite e já estou pregada.
 
  
Segunda-Feira: Cheguei na firma e já adorei. Entrei no elevador quase no mesmo instante que o homem mais lindo desse planeta. Ele é loiro, tem olhos verdes e o corpo musculoso parece querer arrebentar o terno. Lindooooo! Estou apaixonada. Olhei disfarçadamente a hora no meu relógio de pulso e fiz uma promessa de estar parada defronte ao elevador todos os dias a essa mesma hora. Ele desceu no andar da engenharia.
Conheci o pessoal do setor, todos foram atenciosos comigo. Até o meu chefe foi super delicado.
Estou maravilhada com essa cidade.
Cheguei em casa e comi comida enlatada.
Amanhã vou a um mercado comprar alguma coisa.
 
  
Terça-Feira: Amiga! Precisava contar.
Sabe aquele homem de quem falei? Ele olhou para
Mim e sorriu quando entramos no elevador.
Fiquei sem ação e baixei a cabeça. Como sou burra!
Passei o dia no trabalho pensando que preciso fazer
Um regime. 
Me olhei no espelho hoje de manhã e
Estou com uma barriguinha indiscreta.
Fui no mercado e só comprei coisinhas leves: biscoitos, legumes e chás. Resolvido! Estou de dieta.
 
  
Quarta-Feira: Acordei com dor-de-cabeça. Acho que
Foi a folha de alface ou o biscoito do jantar.
Preciso manter-me firme na dieta. Quero emagrecer dois quilos até o fim-de-semana.
Ah! O nome dele é Marcelo. Ouvi um amigo dele falando com ele no elevador. E ainda tem mais: ele desmanchou o noivado há dois meses e está sozinho. Consegui sorrir para ele quando entrou no elevador e me cumprimentou. Estou progredindo, né?
Como faço para me ensinuar sem parecer vulgar? Comprei um vestido 
dois números menor que o meu.
Será a minha meta.
Quinta-Feira: O Marcelo me cumprimentou ao entrar
No elevador. Seu sorriso iluminou tudo!
Ele me perguntou se eu era a arquiteta que viera transferida de Brasília e eu só fiz: "U-hum
"...
Ele me perguntou se eu estava gostando
Do Rio e eu disse: "U-hum".
Aí ele perguntou se eu já havia estado antes aqui
E eu disse: "U-hum".
Então ele perguntou se eu só sabia falar "U-hum"
E eu respondi: "Ã-hã".
Será que fui muito evasiva? Será que eu deveria
Ter falado um pouco mais? 
Ai, amiga! Estou tão
Apaixonada! Estou resolvida! Amanhã vou perguntar se ele não gostaria de me mostrar o Rio de Janeiro no final de semana. Quanto ao resto, bem... Ando com muita enxaqueca. Acho que vou quebrar meu regime hoje. Estou fazendo uma sopa de legumes.
Espero que não me engorde demais.
 
  
Sexta-Feira: Amiga! Estou arruinada! Ontem à noite não resisti e me empanturrei. Coloquei bastante batata-doce na sopa, além de couve, repolho e beterraba.
Menina
, saí de casa que parecia um caminhão de lixo.
Como eu peidava! (nossa! Você não imagina a minha vergonha de contar isto, mas se eu não desabafar,
Vou me jogar pela janela!).
No metrô, durante o trajeto para o trabalho, bastava um solavanco para eu soltar um futum que nem eu mesma suportava. Teve um momento em que alguém dentro do trem gritou: "Aí! Peidar até pode, mas jogar merda em pó dentro do vagão é muita sacanagem!"
Uma senhora gorda foi responsabilizada. Todo mundo olhava para ela, tadinha. Ela ficou vermelha, ficou amarela, e eu aproveitava cada mudança de cor para soltar outro. O meu maior medo era prender e sair um barulhento. Eu estava morta de vergonha.
Desci na estação e parei atrás de uma moça com um bebê no colo, enquanto aguardava minha vez de sair pela roleta. Aproveitei e soltei mais um. O senhor que estava na frente da mulher com o bebê virou-se para ela e disse: "Dona! É melhor a senhora jogar esse bebê fora porque ele está estragado!".
Na entrada do prédio onde trabalho tem uma senhora que vende bolinhos, café, queijo, essas coisas de camelô. Pois eu ia passando e um freguês começou a cheirar um pastel, justo na hora em que o futum se espalhou.
O sujeito jogou o pastel no lixo e reclamou: "Pó, dona Maria! Esse pastel tá bichado!
"Entrei no prédio resolvida a subir os dezesseis degraus pela escada. Meu azar foi que o Marcelo ficou
Segurando a porta, esperando que eu entrasse.
Como não me decidia, ele me puxou pelo braço
E apertou o botão do meu andar.
Já no terceiro andar ficamos sozinhos. Cheguei a me sentir aliviada, pois assim 
a viagem terminaria mais rápido. Pensei rápido demais. O elevador deu um solavanco e as luzes se apagaram.
Quase instantaneamente a iluminação de emergência acendeu. Marcelo sorriu (ai, aquele sorriso...) e disse que era a bruxa da sexta-feira. Era assim mesmo, logo a luz voltaria, não precisava se preocupar. Mal sabia ele que eu estava mesmo preocupada.
Amiga, juro que tentei prender. Mas antes que saísse com estrondo, deixei escapar. Abaixei e fiquei respirando rápido, tentando aspirar o máximo possível, como se estivesse me sentindo mal, com falta de ar.
Já se imaginou numa situação dessas? Peidar e ficar tentando aspirar o peido para que o homem mais lindo do mundo não perceba que você peidou?
Ele ficou muito preocupado comigo e, se percebeu o mau cheiro, não o demonstrou. Quando achei que a catinga havia passado, voltei a respirar normal. Disse para ele que eu era claustrófoba. Mal ele me ajudou a levantar
eu não consegui prender o segundo, que saiu ainda pior que o anterior. O coitado dessa vez ficou meio azulado, mas não disse nada.
Abaixei novamente e fiquei respirando rápido de novo, como uma mulher em estado de parto. Dessa vez Marcelo ficou afastado, no canto mais distante de mim no elevador. Na ânsia de disfarçar, fiquei olhando para a sola dos meus sapatos, como se estivesse buscando a origem daquele fedor horroroso. Ele ficou lá, no canto, impávido. Nem bem o cheiro se esvaiu e veio outro.
Ele se desesperou e começou a apertar a campainha de emergência. Coitado! Ele esmurrou a porta, gritou, esperneou, e eu lá, na respiração cachorrinho.
Quando a catinga dissipou, ele se acalmou.
As lágrimas começaram a escorrer pelos meus olhos.
Ele me viu chorando, enxugou meus olhos e disse: 
"Meus olhos também estão ardendo..." Eu juro que pensei que ele fosse dizer algo bonito.
Aquilo me magoou profundamente. Pensei: "Ah, é, FDP? Então acabou a respiração cachorrinho
." 
Depois disso, no primeiro, ele cobriu o rosto com o paletó. No segundo, enrolou a cabeça.
No terceiro, prendeu a respiração, no quarto, ele ficou roxo. No quinto, me sacudiu pelos braços e berrou: "Mulher! Pára de se cagar!".
Depois disso, ele só chorava. Chorou como um bebê
até sermos resgatados, quatro horas depois.
Entrei no escritório e pedi minha transferência para outro lugar, de preferência outro país.

Obs: não aconteceu comigo , apenas recebi por email rssss....

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Eu...

"Eu nunca fui extremamente bem-comportada... Não sou perfeita... Eu tropeço e caio de vez em quando, aliás, eu caio muito.

Pudera, nunca tive vocação pra ter uma alegria tímida, ou pro amor mal-resolvido sem soluços.


Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo e não estou aqui pra que gostem de mim... Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho e seduzir somente o que me acrescenta.


Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Não tenho culpa se meus dias têm nascido coloridos e os outros cismam em querer borrar as cores.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos... São eles que me dão a dimensão do que sou!!
Meus olhos têm brilhado bem diferentes ultimamente... Começo a me preocupar, pois tenho medo da velocidade dessas alterações.

E no meu mundo, não consigo entender a existência de algumas pessoas. Mas o mundo aqui não é dos mais justos mesmo, compreendo. Mas mesmo assim, eu tenho bastante lápis de cor. Empresto pra quem quiser pintar a vida. Mas por favor: não borrem a minha!"


Meu tem asas e minha razão anda a pé!
(fernanda melo)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pensamentos...


Depois de alguns dias, pude perceber que a vida não é só aquilo que a gente pensa que é... ao contrario disso , a vida é muito mais do que a gente acha. Abra a janela veja quantas pessoas existem por ai e quantas delas podem te fazer feliz . Veja o que as vezes deixamos para trás, hoje poderia estar fazendo toda a diferença, se lembre de quem você já gostou , de quem confiava ou até aquele que você nunca mais falou , de repente você percebe que  o passado nos faz melhor  que o presente . mas viva cada dia de uma vez , e aos poucos veja, existem tantas pessoas que te querem bem! Ou tantas que só te querem ! abra a porta para o mundo , e veja a vida com outros olhos, abra sua mente e sinta o vento no seu rosto... seja feliz , independente de como e com quem . Pois aquele que você achava que não vivia sem , NÃO TE MERECE!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

As vezes....

" As vezes  é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe. E ele conta com calma e clareza o que tem..."

Ana Jácomo.